
Heresia é falsidade. Como toda falsidade, é negação de alguma verdade. Se não há verdade, não pode haver heresia, assim como, se não há bondade, não pode haver maldade. Exemplo: o Arianismo é uma heresia, que nega a Divindade de Cristo. Neste caso, a verdade está na afirmação da Divindade de Cristo, o Verbo Eterno Encarnado, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e a falsidade está em sua negação. Para a religião do Verbo Encarnado, da Verdade Encarnada, a verdade possui máxima importância, consequentemente a falsidade possui máxima importância negativa, o que inclui a heresia. Neste sentido, parte importante do zelo apostólico é afirmar as verdades da fé e negar as falsidades e heresias contrárias a elas. São Paulo Apóstolo diz: “Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”.
As verdades da fé e as heresias têm consequências para a vida religiosa, o que abarca toda a vida da pessoa, inclusive seu destino eterno, enquanto salvação ou perdição. Assim, por exemplo, quem não acredita no inferno, e assim não o evita, está mais próximo do inferno, e quando conhecê-lo como seu destino não poderá se livrar dele. Exemplo dessas consequências é o que São Paulo disse: “Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição de mortos? Se não há ressurreição de mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”.
O homem tem o dever de aceitar a verdadeira fé, tem o dever de conhecer a verdadeira religião de Cristo e de viver segundo seus mandamentos. A verdadeira fé é lei divina, a verdadeira religião é lei divina, os mandamentos é lei divina. As leis divinas são sabedoria de Deus, bondades do Logos. Conformar-se a elas é o caminho da justiça, na qual está a paz e a felicidade, porque é dar a Deus o que é Deus e receber de Deus o que Ele deseja nos conceder para que nossa alegria seja completa.
Por exemplo. Na verdadeira fé da verdadeira religião de Cristo, a Sagrada Eucaristia é lei divina. Quem se opõe à Sagrada Eucaristia se opõe à lei divina e, consequentemente, se opões a Deus, mesmo que não saiba. Como em Deus não há contradição, Deus jamais age contra si mesmo e suas leis. Assim, quem se opõe à Sagrada Eucaristia em nome de Deus está no engano e age como instrumento diabólico, porque é de máximo interesse do império infernal destruir o tesouro de verdadeira fé, caminho de salvação.
