
“No caminho para o Céu, não há obstáculo mais terrível do que a paixão impura, pois a impureza é a inversão das aspirações do homem. Ao invés de tender para o alto, o homem tende para baixo, em direção ao abismo da carne. Ao invés de procurar o amor eterno, procura o amor sensual, e se brutaliza nos seus desejos insaciáveis. Ao invés de buscar a luz da Verdade eterna, busca as trevas das ilusões; agita-se, confunde-se, decai, perde toda docilidade, torna-se duro de coração, insensível ao bem, incapaz de compaixão e de caridade. Torna-se ímpio diante de Deus, o qual evita e ao qual concebe inclusive sentimentos de aversão. É necessário guardar a pureza com extremo cuidado, se se deseja conservar na alma o impulso do vôo em direção a Deus e aos bens eternos. É necessário fugir da gula e dos espetáculos mundanos, nos quais frequentemente se aninha a morte de todo desejo puro”. (Dolindo Ruotolo, sacerdote)
Parte importantíssima da verdadeira religião são as verdades em que devemos crer, reveladas sobretudo por Cristo – que é a plenitude da revelação, aquele que não veio abolir a Lei nem os Profetas – ensinadas pela Igreja e resumidas em essência no Credo Católico. Assim, diz o Evangelho: “As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade”; e diz São Paulo em sua Carta aos Tessalonicenses: “Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite.” Ensinar e saber: verdades reveladas, verdades acreditadas, com o acolhimento da inteligência e o sim da vontade.
Outra parte importante é o que devemos fazer à luz dessas mesmas verdades. Assim, como é certo que Cristo virá como Juiz, de repente, com consequente destruição, São Paulo ensina o que é importante fazer: “Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios”, de modo que que esse dia não nos surpreenda como um ladrão. Outra parte importante é o que podemos esperar, como promessa divina para aqueles que acreditaram e mantiveram a obediência à verdade, perseveraram virtuosamente até o fim da jornada. Assim, diz o Salmista: “Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!”.
