Como São Pedro e São Paulo, a verdadeira Igreja Católica ensina e comunica a verdadeira religião

São Boaventura diz: “A Sagrada Escritura tem por objeto principal as obras da salvação. Eis por que ela nos fala frequentemente da fé, da esperança e da caridade, virtudes que transformam nossa alma” (Brevilóquio, Prólogo).

É tema frequente das Escrituras a fé, a esperança e a caridade, pois são bens importantes para a vida humana e são virtudes ensinadas e concedidas por Deus, que aperfeiçoam a alma, que a transformam para melhor, em sentido ascendente na ordem do ser e da bondade. Assim, por exemplo, na história da salvação contada pela Escritura divina, a antiga aliança começa pela fé de Abraão (Gn 15,6) e a nova e eterna Aliança começa pela fé da Imaculada (Lc 1,26-38). A este respeito, o Espírito da Verdade diz pela boca de Santa Isabel: “Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” (Lc 1,45).

Pela fé de Maria Santíssima, há a esperança, pois como diz São Paulo: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Heb 11,1). Pelo que nela há, pelo que o ser dela expressa, Maria é como que uma síntese das verdades mais importantes da Sagrada Escritura e do caminho de salvação, que é Cristo. Também por isso pode-se dizer que a verdadeira religião é a religião da Imaculada. Com Maria não há perdição, e São Luís de Montfort ensina que ela é “o caminho mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus Cristo” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 152).

Conforme Santo Agostinho, no paganismo há confusão, no cisma há impurezas e no judaísmo há cegueira (A Verdadeira Religião, cap. 5), três nomes para a falsidade, que não pertence a Deus, a Puríssima Verdade. Como São Paulo e São Pedro, a verdadeira Igreja Católica, conforme a totalidade da verdade, em oposição a meias-verdades enganosas, ensina e comunica a verdadeira religião, que é Cristo, a Sabedoria Divina que se encarnou no ventre puríssimo da Imaculada, o Deus-Homem, união de Divindade e humanidade pela Misericórdia Onipotente, que tanto ama o homem. A Santa Igreja, trilhando o caminho de seu Divino Mestre, o Filho Eterno, está aberta para os pagãos, judeus e cismáticos, dos quais espera a conversão, passando pelo Coração da Mãe, sempre unida como esposa mística ao Espírito Santo, para felicidade eterna deles na casa do Pai Eterno.

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