
“Maria foi a única que encontrou a graça (diante) de Deus, por si e por cada pessoa em particular. Os patriarcas e os profetas, todos os santos da antiga lei não puderam encontrar essa graça.
Foi ela que deu o ser e a vida ao Autor de toda a graça, e por causa disso ela é chamada Mãe da Graça, Mater gratiae.
Deus, o Pai, de quem todo dom perfeito e toda graça provêm como de sua fonte essencial, dando-lhe seu Filho, deu-lhe todas as suas graças; desse modo, como diz São Bernardo, a vontade de Deus é dada a ela nele e com Ele.
Deus a escolheu como tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as graças, de modo que todas as suas graças e todos os seu dons passem por sua mãos; e de acordo com o poder que recebeu, conforme São Bernadino, ela dá a quem ela quer, quando ela quer e quanto ela quer as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.
Como, na ordem natural, um filho precisa de um pai e de uma mãe, assim também na ordem na graça é preciso que um verdadeiro filho da Igreja tenha Deus por Pai e Maria por Mãe; e se ele se gloria por ter Deus por Pai, mas não tem nenhuma ternura filial por Maria, trata-se de um enganador, cujo pai não é outro senão o demônio…”. (São Luís Maria Grignion de Montfort, em “O Segredo de Maria”, pág.13-14)
