
Com há apenas um Deus e um só Senhor, Jesus Cristo, e uma só religião verdadeira, aquela ensinada e concedida por Deus, há falsas religiões, religiões de ídolos e ilusões, e há falsos caminhos de salvação, que não conduzem ao Pai, ao Céu Eterno. É próprio do sábio da verdadeira religião afirmar o verdadeiro e se opor ao falso, e nisso é instrumento da divina instrução e correção, própria de um bondoso Mestre, interessado no bem que é verdade e no bem de quem não a possui. Assim, por exemplo, conforme ensina da Igreja Católica, são obras de misericórdia espirituais “ensinar os ignorantes” e “corrigir os que erram”.
O verdadeiro Evangelho é o Evangelho do Logos, que exclui necessariamente a contradição, a confusão, a falsidade. Tudo isso pertence aos critérios humanos, em seu sentido negativo, do homem caído que se engana e pode enganar, e jamais pertence aos critérios divinos.
Por isso, São Paulo diz que no Evangelho pregado por ele não há nada de humano, não é obra puramente humana, e diz: “Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”. (Gl 1, 6-9)
