Fora de Cristo, com seu Corpo Místico, a Igreja Católica, não há salvação

São Paulo ensina que Jesus Cristo é descendente de Davi quanto à carne (Rm 1,3). Como Deus-Homem, de Cristo podemos falar segundo o Espírito e segundo a carne. O Espírito significa Sua divindade e a carne significa Sua humanidade. Após a ressurreição, diante de Cristo — o homem com corpo de homem glorificado —, São Tomé Apóstolo disse: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28). E o mesmo Cristo, como o Mestre que ensina a verdade, disse de si mesmo: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30). Unidade que é unidade na Divindade, na única Essência Divina possível, e assim se dizem a Pessoa divina do Pai e a Pessoa divina do Filho, unidos como um só Deus com a Pessoa divina do Espírito Santo: eis o mistério da Santíssima Trindade, a vinda interior de Deus.

Não se pode negar a divindade nem a humanidade de Cristo, porque isso é contrário à verdadeira fé. Como Santo Tomás ensina, com razão, pela lei divina todos devem aceitar a verdadeira fé e devem ser obedientes às verdades da verdadeira religião, concedida ao homem por Deus (Suma contra os Gentios, III, 118). Deus é Verdade Puríssima, não pode negar a si mesmo, não se engana nem engana ninguém, e por isso não propõe ao homem crer em algo falso. A falsidade e a maldade não pertencem à ordem divina do ser, não pertencem ao Reino de Deus. Assim, falsas religiões, como as pagãs, e a falsa fé, como as heresias, não pertencem a Deus e não são seu caminho de salvação.

A este respeito, Cristo ensinou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14,6). Por exemplo, Buda com o budismo, Maomé com o islamismo e Allan Kardec com o espiritismo não são Cristo com seu Corpo Místico e, por isso, não podem levar à salvação enquanto vida eterna junto de Deus — a contemplação face a face, a visão beatífica, a posse imutável do Sumo Bem. Todos os que se salvam, mesmo os ignorantes sem culpa, só se salvam de algum modo por meio de Cristo, porque fora de Cristo, com seu Corpo Místico, que é a Igreja Católica, não há, em hipótese alguma, salvação (Concílio de Latrão IV, Cap. 1).

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