O primeiro princípio e o fim último da verdadeira religião é a Verdade, que é o Cristo

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

A verdade é como uma rocha indestrutível, porque antes de tudo ela é o próprio Deus Onipotente. O primeiro princípio e o fim último da verdadeira religião é a Verdade, que é o Cristo. Com a luz divina do Espírito da Verdade que não se engana nem engana ninguém, São Pedro diz quem de fato Cristo é: “O Messias, o Filho do Deus Vivo”. Eis a verdade sobre o Divino Jesus, fundamento da verdadeira religião, que é Ele mesmo e sua Igreja, seu Corpo Místico. A verdadeira Igreja, Católica, é indestrutível. O império infernal, máximo poder do mal, não pode destruí-la, assim como não podem as obras da carne ou o mundo. Porém, como a Igreja é feita de homens, para eles há luta, ante o bem e o mal, ante o Espírito da Verdade e o espírito da falsidade, com suas perversões diabólicas. Essa luta envolve a todos, inclusive Pedro, os demais Apóstolos e seus sucessores. Santo Tomás de Aquino diz: “Com efeito, quando a alma pode passar do bem para o mal ou vice-versa, ela permanece em estado de luta e de guerra. Ora, ela deve resistir com solicitude ao mal, para não ser por ele vencido, ou lutar para livrar-se dele”.

O Deus-Homem prometeu um auxílio perpétuo para sua verdadeira Igreja, de geração em geração, de tal modo que as portas do inferno não prevalecerão. Entre outras coisas, isto significa perduração da verdade e do essencial para a salvação das almas e um crescimento dela para difusão do Evangelho Eterno em todos os cantos da terra. Porém, não significa que todos os seus membros estarão sempre imunes a qualquer pecado e engano, pois ninguém, como discípulo e adorador de Cristo, está dispensado da luta, da fidelidade à verdade e do exercício das virtudes, cujo prêmio é a felicidade eterna.

O Salvador disse aos seus apóstolos: “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo (…). O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão. (…) Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber” (Mt 10,22-26).

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