Quanto mais graves e abundantes são os pecados, maiores são as perdas e maior é a miséria e a infelicidade

No Salmo 50, Davi diz: “Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. (…) Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. Então, aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores. Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará”.

Na história de Adão e Eva, uma lição importante é: o pecador, aquele que pelo seu pecado transgride as leis divinas, perde muitos bens. Quanto mais graves e abundantes são os pecados, maiores são as perdas e maior é a miséria e a infelicidade.

Santo Tomás ensina: “Visto que a justiça divina exige, para que existe igualdade nas coisas, que sejam das penas pelas culpas e prêmios para as boas ações, é necessário que, se há graus nas boas ações e nos pecados, haja também graus nas penas e nos prêmios. Em caso contrário, não seria observada a igualdade, se a pena maior não for dada ao que peca mais, e o maior prêmio, ao que faz maior bem, pois, pelo mesmo motivo, vê-se que são retribuídos diferentemente segundo a diferença entre bem e mal, e segundo a diferença entre bem e melhor, ou entre mal e pior”.

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