
O Ser, com seu Logos e verdades eternas, antecede, acompanha e sucede o homem, ou seja, o Ser independe do homem, e é o homem que depende dele. De certo modo, na Sagrada Escritura isso é dito por São Paulo Apóstolo, quando afirma: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 28).
Tal verdade é uma razão contra o relativismo, que diz: “O homem é a medida de todas as coisas, das que são pelo que são, e das que não são pelo que não são” (Protágoras, sofista grego). Também é razão contra o ceticismo-niilismo, que afirma: “Nada é (ou existe), mesmo que fosse, não poderia ser conhecido, e mesmo que fosse e pudesse ser conhecido, não poderia ser comunicado” (Górgias, sofista grego). Se essa tripla negação fosse verdadeira, jamais poderia ter sido dita, porque dizê-la é comunicá-la, e para comunicá-la é necessário conhecê-la, e só pode ser conhecida porque é algo, pelo modo de ser que possui.
Os dois são discursos sem inteligência, cheios de confusão, fantasias humanas. Não podem ser princípios filosóficos da cosmovisão de uma cultura benéfica para o homem, criatura espiritual desejante de felicidade e dependente do Ser e da Bondade, porque seus frutos são o caos e não a ordem, o vício e não a virtude, a infelicidade e não e felicidade, a morte e não a vida.
