
Principalmente em razão de sua Maternidade Divina concedida pelo Deus Onipotente, Maria é cheia de graça no sentido em que não lhe falta graça nenhuma.
Santo Tomás de Aquino diz que não é o bem preexistente na criatura que causa o amor de Deus, mas sim o amor de Deus pela criatura que causa o bem nela. Maria recebe de Deus o amor paternal do Pai perfeitíssimo, o amor filial de Filho perfeitíssimo e o amor esponsal do Esposo perfeitíssimo, que a ela se uniu para gerar o Verbo Encarnado.
Pela onipotência de Deus e pelos méritos infinitos do sangue de Cristo, qualquer homem pode ser purificado ou preservado da marca do pecado original. A Imaculada Conceição de Maria não diminui a grandeza de Deus nem o primado de Cristo como Salvador, e sim o contrário, pois nisso eles são confirmados.
A plenitude de graça recebida por Maria corresponde à ideia perfeitíssima que devemos ter de Deus, sobretudo da generosidade de seu amor misericordioso para com a criatura humana. Do verdadeiro Deus devemos ter uma ideia perfeitíssima, porque Ele é o Ser Infinito totalmente perfeito, de perfeitíssimo poder, sabedoria e bondade. Perfeitíssimos são todos os seus atributos, muito além da mais perfeita concepção humana, como o finito está distante do infinito.
A criatura não deve substituir o Criador, porque isso é idolatria, um engano, algo sem sentido. Por meio das criaturas se deve conhecer e glorificar o Criador. E nenhuma criatura glorifica mais a Deus do que Maria. Cristo Senhor e Maria Santíssima significam as disposições generosíssimas de Deus para com o homem. Assim, na Sagrada Escritura é dito: “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
