“Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo”

“Não te firmes em tua própria sabedoria” (Provérbios 3,5). Esse mesmo conselho divino é dito pelo profeto Isaías: “Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo” (5,21). Ele está vinculado ao que o profeta diz anteriormente: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (5,20).

A verdadeira sabedoria é antes de tudo e em tudo a Sabedoria Divina, o conhecimento que Deus tem de si mesmo, e por conhecer a si, o conhecimento que Ele tem de cada coisa em sua totalidade e intimidade, porque todas as coisas procedem d’Ele como a causa total dos seres, o Princípio universal de todo ser e bondade. Neste sentido, não pode haver sabedoria fora de Deus e contra Deus. Sabedoria fora e contra Deus é mudar as trevas em luz e a luz em trevas, é ao mal chamar bem, e ao bem mal.

Por isso, no conselho de seguir os ensinamentos e preceitos dados pela Sabedoria Vivente amante dos homens, é dito “não te firmes em tua própria sabedoria”, isto é, reconheça quem és e não te deixes conduzir pelas ideias próprias e pela vontade própria que não estão em comunhão com as ideias divinas e a Vontade Divina, que para o homem quer o bem e o melhor, a paz verdadeira e a felicidade eterna.

A Santíssima Virgem, Sede da Sabedoria, disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1,38). E Cristo disse: “Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos” (Lucas 10,21).

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