
Quem nega a existência da verdade, nessa negação confirma a existência verdade, porque ou teria que negar sua negação da verdade ou afirmar como verdade sua negação da verdade, e assim nos dois casos a verdade é afirmada. Enquanto algo que se diz das afirmações e negações com relação à realidade, a verdade não pode ser negada, de modo que sua existência é absoluta.
O filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “O que decide sobre a questão da verdade ou não verdade de uma afirmação é, tão-somente, a realidade do ser em pauta. Desse modo, podemos ter em mente que a verdade tem o âmbito do ser. A verdade é o eco do ser”.
Em certo sentido da expressão, como no caso do relativismo, “verdade relativa” é algo sem sentido, algo que se opõe ao evidente princípio de contradição, que diz que nada pode existir e não existir ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto, que ser e não-ser se excluem mutuamente. Assim, algo não pode em si mesmo ser verdadeiro para um e não ser verdadeiro para outro, porque em si mesmo é ou não é. Falar em “verdade relativa” é o mesmo que falar em “realidade relativa” ou “ser relativo” no sentido de haver um anjo que não é anjo ou um homem que não é homem. Em outro sentido, há sim realidades ou seres relativos, porém não no sentido anterior, porque há aí contradição, portanto impossibilidade. Logo, no sentido aqui considerado, “verdade relativa” é um sem sentido, um absurdo contrário à razão, e todas as negações da verdade inevitavelmente fracassam, até porque Deus é a Verdade por essência.
Sobre o reconhecimento da verdade, São Maximiliano Kolbe diz: “Ninguém pode mudar nenhuma verdade, pode-se somente buscar a verdade, encontra-la, reconhecê-la, conformar a ela a própria vida, caminhar na estrada da verdade em toda questão, sobretudo naquelas que se referem ao objetivo último da vida, o relacionamento com Deus, ou seja, nos problemas relativos à religião”.
E Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6).
