
Na Sagrada Escritura é dito: “1.Meu filho, não te esqueças de meu ensinamento e guarda meus preceitos em teu coração 2.porque, com longos dias e anos de vida, eles te assegurarão a felicidade. 3.Oxalá a bondade e a fidelidade não se afastem de ti! Ata-as ao teu pescoço, grava-as em teu coração! 4.Assim obterás graça e reputação aos olhos de Deus e dos homens. 5.Que teu coração deposite toda a sua confiança no Senhor! Não te firmes em tua própria sabedoria! 6.Sejam quais forem os teus caminhos, pensa nele, e ele aplainará tuas sendas. 7.Não sejas sábio aos teus próprios olhos, teme ao Senhor e afasta-te do mal. 8.Isto será saúde para teu corpo e refrigério para teus ossos. 9.Honra ao Senhor com teus haveres, e com as primícias de todas as tuas colheitas. 10.Então, teus celeiros se abarrotarão de trigo e teus lagares transbordarão de vinho. 11.Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem te espantes de que ele te repreenda, 12.porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima” (Provérbios 3)
Os conselhos divinos são para o bem do homem, porque Deus é o Sumo Bem, fonte de toda bondade. Seus conselhos são daquele que tudo sabe, como a Sabedoria Benevolente, para aquele que não sabe e pode se enganar, em sua finitude e imperfeição. Se Ele diz “não te firmes em tua sabedoria”, é porque há algo de mal nisso, prejudicial ao homem. A sabedoria do homem enquanto diferente e oposta à Sabedoria Divina é ilusão, falsidade, obstáculo para o bem e a felicidade, pois é miséria. Assim, nesse conselho, Deus como que diz: “Eu sou a Sabedoria e contenho toda a sabedoria e posso ensiná-la, fazê-lo participante dela, por isso prefira a minha Sabedoria, que é verdadeira e frutífera, à sua presumida sabedoria, que é falsa e estéril de bondades, desejadas por sua alma criada por mim. Eu sou a Bondade, conheço tudo o que é bom e posso conceder o que é bom, como fiz na criação”.
