
“Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3 Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”( Est 5).
Como um modo correto de considerar o sentido da Escritura Sagrada, nessa história, por analogia, Maria é Ester e o Rei é Deus. As vestes da Rainha são suas virtudes, sumamente agradáveis ao Rei. Elas pertencem ao Rei e foram vestidas no palácio real, o que significa que as encantadoras bondades de Maria foram concedidas por Deus e aceitas por ela em sua liberdade de criatura espiritual. Em suas criaturas, que por si mesmas nada são, Deus ama a sua própria bondade, nelas difundida. São Luís de Montfort diz: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e chamou-as Maria”.
Pelas disposições do Rei, Maria é a “onipotência suplicante”, porque o Rei dos Céus, o Onipotente por essência, está disposto a conceder-lhe o que Ela pedir e Maria, revestida das virtudes, não pode nada que possa desagradar a Deus. E em suas virtudes, sobretudo a caridade, que expressa sua união com o Espírito Santo, pede a vida para o seu povo ameaçado pela morte. Assim, no “Salve Rainha” é dito: “Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, Salve. A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva”. E na “Ave Maria” é dito: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte”. Assim, os desejos de Maria, a Rainha, são os desejos da Bondade Divina, do puro Amor, que desejou para si e deseja para o povo a vida eterna, participação na Vida Divina pela união perpétua com o Sumo Bem.
“Viva Mãe de Deus e nossa, Sem pecado concebida! Viva, Virgem Imaculada! Ó Senhora Aparecida!”
