
Na história da criação e da Salvação, Maria Santíssima é uma figura singular, sem igual, cheia de graça e Mãe de Deus pela Bondade Onipotente. A este respeito, Ela mesma diz de si: “E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é Onipotente e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem” (Lc 1, 46-50).
A união de Maria com a Santíssima Trindade é um grande mistério, do qual sabemos algumas verdades, por exemplo pelos dogmas da fé verdadeira. Por exemplo, ela pode ser dita esposa do Espírito Santo, pois pela união mística e puríssima com Ele, foi gerado o Verbo Encarnado, a Vida que desceu até nós e em primeiro lugar no seio da Virgem Santíssima. Em sua Imaculada Conceição e Virgindade Perpétua, ela pode ser dita toda do Espírito Santo, e de certo modo, corretamente entendido, é como que a encarnação d”Ele, como diz São Maximiliano Kolbe. Onde Maria estiver, aí está o Espírito Santo, porque Ela não pode ser separada d”Ele, enquanto sua eterna esposa mística, assim como a nova e eterna Aliança, nas palavra do Divino Mestre na Sagrada Ceia.
Como ensina Santa Faustina, a Bondade misericordiosa é o maior atributo de Deus em relação aos homens. Maria é Mãe de misericórdia por sua maternidade divina, dado que seu Filho é o Deus misericordioso entre nós. E também o é pela imitação de Deus, contida em sua união com Ele. Assim, se pertence à perfeição de Deus máxima Misericórdia, pertence à Maria, cheia de graça, ser misericordiosa no grau máximo possível, enquanto criatura divinizada, e ser Mãe da Misericórdia. Ela é Mãe da misericórdia, instrumento da Misericórdia e, entre as criaturas, como que a personificação da misericórdia, em máxima imitação de seu Filho, o Homem-Deus, de tal modo que podemos dizer que o nome de Maria significa Misericórdia. Assim Deus quis e assim ela quis ser. Ela foi dada por Deus a nós e se deu a Deus por nós, e nos conduz a Deus como o meio conduz ao devido fim, pois se o Filho que se fez homem é o Caminho para o Pai, a Mãe é o caminho para o Filho, como ensina o fato da anunciação e da Encarnação.
A misericórdia está para a miséria assim como a luz está para as trevas e o remédio para a doença. A Misericórdia de Deus é Onipotente e perante ela Maria é a onipotência suplicante, a medianeira de todas as graças. Por isso, os católicos são ensinados a pedir: “Óh, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos!” e “por todos aqueles que a vós não recorrem”.
