
Santo Agostinho diz: “Nada é totalmente bom quando poderia ser melhor”.
O melhor é melhor dentro do bem, enquanto o pior é pior dentro do mal. Assim, dizemos que algo é melhor porque tem mais bondade e pior porque tem mais maldade. O melhor e o pior supõem diferença no bem e no mal. Sem essa diferença não fazem sentido, porque do contrário haveria unicamente o totalmente bom e totalmente mau.
O que é totalmente bom não pode ser melhor, porque o melhor significa bem a mais, o que é impossível se algo é totalmente bom, se é bom com toda a bondade. No caso, o totalmente bom em sentido absoluto coincide com o totalmente perfeito, e esse é Deus, que, na plenitude imutável de seu Ser totalmente perfeito, não pode ser melhor, nem pior, pois exclui qualquer mal. Santo Tomás de Aquino diz: “Como o mais branco é o que tem menos mistura de preto, é também melhor o que está menos misturado de mal. Ora, Deus é absolutamente isento de mistura de mal, pois em Deus não pode haver mal nem em ato nem em potência (…). Logo, Deus é o sumo bem”. Além disso, Deus é o Bem de todo bem: “Ora, Deus, sendo simplesmente perfeito, compreende na sua perfeição todas as perfeições das coisas (…). Donde, a sua bondade compreende todas as bondades” (Suma Contra os Gentios).
Na Sagrada Escritura, Deus prometeu a Moisés: “Mostrar-te-ei todo o bem” (Ex 33,19); e no livro da Sabedoria é dito sobre a Sabedoria: “Todos os bens vieram-me juntamente com ela” (Sb 7,11).
