A Imaculada é cheia de graça também porque faz o bem e evita o mal

Santo Tomás ensina que Deus dá a graça para fazer o bem e evitar o mal, o que é inegável. “E sob esse duplo aspecto a Bem-aventurada Virgem Maria possuía a graça perfeitissimamente, porque foi ela quem melhor evitou o pecado depois de Cristo. A Bem-aventurada Virgem Maria é pois cheia de graça, tanto porque faz o bem, como porque evita o mal”(comentário sobre a Ave Maria).

A graça é bondade concedida gratuitamente. Assim, a plenitude de graça de Maria significa a porção de bens que recebeu de Deus. A este respeito, São Luís de Montfort diz: “é privilégio vosso dispor de todos os bens de Deus sem restrição alguma”. Enquanto cheia de graça, Maria recebeu bondades para fazer o bem e evitar o mal, o que inclui ser medianeira de todas as graças e corredentora subordinada a seu Filho, o Homem-Deus, e ser isenta de todo pecado, portanto imaculada desde a concepção, como convinha a Nova Eva, a semelhança do Novo Adão. Não há criatura mais semelhante a Cristo e mais próxima do Sumo Bem do que Maria, a Santa Mãe de Deus.

Ao ser escolhida como Mãe de Deus, Maria Puríssima foi associada extrinsecamente à Santíssima Trindade como nenhuma outra criatura, num vínculo perpétuo, da nova e eterna aliança. Nada do que se diz de Maria se diz sem Cristo nem superior a Cristo, pois todos dependem d’Ele, dos méritos infinitos sua Paixão Redentora. Não haveria Maria Santíssima sem Cristo, mas porque há Cristo há Maria, com todas as bondades que recebeu da generosidade do Filho para com sua Mãe. O Filho, a Sabedoria divina por meio da qual todas as coisas foram feitas, escolheu como seria sua Mãe e assim se fez pela eficácia necessária da Vontade Divina. A Mãe Santíssima diz: “Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem” (Lc 1, 48-50).

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