
Um dos fundamentos da cultura católica é a lei moral objetiva, que pertencente à ordem divina do ser, dada por Deus aos homens. Ela diz o bem e o mal e diz “faça o bem e evite o mal”, segundo a Sabedoria Divina. Em geral o homem é senhor de suas eleições, pode escolher entre o bem e o mal, e nessa possibilidade a lei moral diz o bem que deve ser feito e o mal que deve ser evitado.
Como parte de sua Providência, de seu Governo divino das criaturas, Deus dá leis aos homens, para dirigi-los para seu devido fim, que é a verdade, a virtude, e a felicidade, pela união com o próprio Deus, na inteligência, vontade e coração. Por que há o Logos Divino e o logos humano, há leis morais objetivas, que supõem o bem e o mal objetivos conforme o ser objetivo, com aquilo que lhe é necessário, impossível e possível. Isto significa as raízes ontológicas do dever-ser. A lei moral, enquanto dever-ser procedente de Deus, afirma o bem e o melhor entre os possíveis de se realizarem pela vontade humana.
Santo Agostinho diz: “(…) Eis porque a inefável misericórdia de Deus vem ajudar a cada homem em particular e ao conjunto do gênero humano, para lembrá-los da sua primeira e perfeita natureza, mediante a dispensação da divina Providência. Serve-se da criatura mutável para que seja submissa às leis eternas. Essa é em nossos tempos a religião católica e em conhecê-la e segui-la está a salvação segura e certíssima”. E mais: “Enfim, se o mal não fosse obra da vontade, absolutamente ninguém deveria ser repreendido ou admoestado. E com toda essa supressão, a lei cristã e toda a disciplina religiosa receberia golpe mortal” (em “A Verdadeira Religião”).
