
Na Sagrada Escritura é dito: “Pegando o cálice, deu graças e disse: “Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus”. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo. O Filho do Homem vai, segundo o que está determinado, mas ai daquele homem por quem ele é traído!”. Perguntavam então os discípulos entre si quem deles seria o que tal haveria de fazer” (Lc 22, 17-23).
As gerações posteriores aos Apóstolos, que permanecem na verdadeira fé, fazem aquilo que os Apóstolos fizeram e transmitiram conforme a Vontade de Cristo. A Sagrada Eucaristia dos católicos de todos os tempos é a Eucaristia dos Apóstolos, instituída por Cristo junto com o sacerdócio ordenado, portanto é a verdadeira Eucaristia, tal como deve ser entendida e amada, como verdadeiramente divina, porque é o Cristo, Deus-Homem, sob as vestes do pão e do vinho. A continuidade da verdadeira Eucaristia é a continuidade da verdadeira Igreja, continuação da ação apostólica e obediência ao Divino Mestre em seus mandamentos, em suas palavras de vida eterna, em seu caminho que conduz ao Reino dos Céus. Assim, a verdadeira Igreja, que recebeu a promessa de não perecer ante as “portas do inferno”, de não ser aniquilada pelos atacas ferozes do império infernal, é a Igreja da Eucaristia, o Pão dos Fortes, a Misericórdia Onipotente.
