
Em certo discurso para católicos e protestantes foi dito: “O que nos une é maior do que o que nos separa”. Essa afirmação é totalmente falsa, por pelo menos duas razões de máxima importância: a Verdade e a Sagrada Eucaristia. Em tudo, sobretudo na religião, não há nada maior que a Verdade, que é Deus, e que a Sagrada Eucaristia, que é o Deus-Homem para a salvação eterna dos homens.
O protestantismo, a revolta protestante, opõe-se à Igreja em verdades essenciais, o que inclui a negação do Divino Sacramento tal como deve ser entendido e vivido, desviando assim inúmeras almas dos benefícios do Santo Sacrifício de Cristo, de sua Paixão, Morte e Ressureição. Não há conciliação possível com o protestantismo sem concessões aos seus erros religiosos, portanto sem negação da integridade da verdadeira fé. Só haverá reconciliação verdadeira, pertencente a Deus, quando houver conversão da falsidade para a verdade, das trevas para a luz, no sentido em que Cristo diz para São Paulo: “Escolhi-te do meio do povo e dos pagãos, aos quais agora te envio para abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados”. Assim, um “ecumenismo” que não tenham a verdade como princípio e fim é ilusório e pernicioso para as almas, obra do “pai da mentira”.
São Cipriano (séc. III) diz: “Quando o perigo é manifesto, a cautela é mais fácil. O nosso espírito está mais pronto para lutar contra um adversário abertamente declarado. É mais necessário ter medo e guardar-nos de um inimigo que penetra às escondidas, e se vai insinuando oculta e tortuosamente com falsas imagens de paz. Bem lhe convém o nome de serpente! Essa foi sempre a sua astúcia, esse foi sempre o tenebroso e pérfido engano com que tenta seduzir o homem. Já no começo do mundo mentiu e enganou as almas crédulas e ingênuas (dos nossos primeiros pais), acariciando-as com palavras falazes (Gn 3,1). Igualmente ousou tentar a Cristo, nosso Senhor, e se aproximou dele insinuando, disfarçando, mentindo. Foi contudo desmascarado e repelido. Desta vez, foi derrotado porque foi reconhecido descoberto (Mt 4,1)”.
