A verdade é sempre útil: Ano Novo

“Está se aproximando o Ano Novo. Admirei os adornos do dia primeiro do ano passado. Observei atentamente também os do primeiro ano. Há algo de verdade nisso e também qualquer coisa vã: vi o primeiro dia do ano passado, como também o deste ano, mas não sei se verei no próximo ano.

A verdade é sempre útil. Em consequência, mesmo que a verdade às vezes seja desagradável, não tenham medo de olhá-la sinceramente frente a frente.

Cada ano morrem anciãos e jovens, adultos e até crianças: não sei se poderei ver o próximo primeiro do ano.

Quando chegará a nossa vez?

Só uma coisa é certa: desde o primeiro dia do ano passado e o presente nos aproximamos da morte nesse mesmo espaço de tempo. Cada ano, cada hora, cada minuto nós no aproximamos da morte. E podemos afirmá-la com toda certeza. E isto vale para todos os países e todas as regiões. Da morte aproximam-se os ricos e os pobres, os ignorantes e os doutos, os poderosos e os humildes deste mundo, os jovens e os anciãos. Nisso não há exceção: todos somos iguais.

Quando se aproxima um caçador, o avestruz esconde a cabeça na areia; fazendo isso acredita que está fora de perigo… Também o homem imita o avestruz e faz a mesma coisa, já que não quer pensar na morte.

Mas continuemos com coragem a nossa conversa…

O que existe depois da morte?

Existe uma vida além da tumba?

Se Deus existe, deve ser justo. E já que neste mundo a justiça muitas vezes não existe, deverá estar presente na vida futura.

Eis o paraíso! Eis o inferno!

(…)

Todos os homens são iguais diante de Deus. Se existe um Deus infinitamente perfeito, Ele é também sábio, bom a justo. Em consequência, depois da morte Ele julgará os pensamentos, as palavras e as ações de cada um de nós. Segundo a justiça divina receberemos máxima recompensa ou máxima punição. Um homem de vontade fraca, entretanto, não tem a força de mudar a própria vida, por isso mesmo, mesmo que não tenha um só argumento contra a existência de Deus, ele nega tal existência”. (São Maximiliano Kolbe, 1934)

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