A verdade está para a inteligência assim como a luz esta para os olhos

Ao falar sobre o filósofo Platão, Santo Agostinho diz: “(…) A verdade não é captada com os olhos do corpo, mas com a mente purificada. Toda alma, tendo-a encontrado, pode ser tornar feliz e perfeita” (A Verdadeira Religião).

A verdade está para a inteligência assim como a luz esta para os olhos. A verdade é a vida da inteligência, e não somente a vida, mas a vida feliz, onde ela se realiza, onde encontra o seu sentido.

A mente purificada, a alma purificada, pode ver a Verdade, e nela a felicidade. Não há felicidade sem a verdade, e o contrário é ilusão. Para a mente, manchas de impureza são a falsidade e a maldade, ambas negações e inversões do ser. Isto significa que há uma ordem objetiva do ser, na qual a mente humana está, da qual ela participa e a qual deve se conformar para possuir suas bondades, que trazem verdadeira felicidade.

Os olhos do corpo veem o que é visível assim como os sentidos percebem o que é sensível. A sensibilidade é a vida dos sentidos, que vivem de sentir. Os animais não captam a verdade, porque não possuem a consciência exigida pela verdade, a consciência intelectiva, a mente inteligente, própria do espírito, da alma espiritual. O inteligível, o sentido, o significado, a palavra, é a vida do espírito humano, porque é a vida da inteligência, das substâncias intelectuais.

No “sermão da montanha”, Cristo disse: “Felizes os puros de coração, pois verão Deus” (Mt 5,8). Deus é a Verdade Eterna onipotente, a plenitude do Ser, que contém toda a Felicidade. A maldade exclui a bondade, porque é sua negação. Assim, não podem coexistir, são como dois corpos que não podem ocupar o mesmo lugar o espaço. A verdade é bondade, a felicidade é bondade, e pureza é bondade, a perfeição é bondade, e tudo o que é bom é de Deus, o Bem fonte de todo bem.

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