Para “libertar os oprimidos”: 6º era da história da Santa Igreja Católica

No Evangelho de São Lucas (Lc 4,14-22) é dito: “Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca”.

A respeito dessa passagem, Dolindo Ruotollo, sacerdote com dons místicos, “Servo de Deus” candidato à beatificação, disse:

“Nas palavras de Isaías estava o anúncio profético da obra do Redentor e do desenvolvimento desta imensa misericórdia para os séculos futuros, até o fim do mundo. Ele também teria beneficiado o povo, e teria verdadeiramente consolado os aflitos, curado os enfermos, dado vista aos cegos, etc.; mas esses benefícios eram uma figura de benefícios maiores que ele espalharia pela sua Igreja ao longo dos séculos.

Sete grandes anúncios que podem ser considerados profecias dos sete períodos da história da Igreja:

1° A evangelização dos pobres.

2° A renovação da sociedade humana, degradada pelo paganismo através do sacrifício dos mártires, das grandes contrições da iniquidade humana.

3° O triunfo da Igreja, primeiro reduzida à servidão sangrenta pelos Césares.

4° A iluminação da verdade ao mundo inteiro, através dos doutores da Igreja.

5° A libertação das novas perseguições, no período da apostasia das nações, e o triunfo da Igreja oprimida pelas tiranias.

6º O ano da graça, ou seja, um período de grandes graças, e de grande triunfo da Igreja no reino de Deus.

7º Por fim, a última prevaricação e o juízo final.”

Pode-se dizer que estamos no 5º período, aproximando-se do 6º, significado, por exemplo, pelo “triunfo do Imaculado Coração de Maria” e pelo “Reino Eucarístico”.

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