É falsa a ideia de que não existe verdade absoluta

Certo filósofo disse: “A verdade é o eco do ser na consciência”.

Há quem pense que não existe verdade absoluta, o que é falso, porque a mente humana é capaz de captar inúmeras verdades absolutas inegáveis, acima de qualquer dúvida razoável. A inteligência humana está para a verdade assim como os olhos estão para a luz. Negar a verdade é negar a inteligência humana, o que significa rebaixar o ser do homem, que desse modo só pode ser infeliz, ao viver como puro animal escravo da matéria e dos sentidos corporais.

Exemplo de verdade absoluta. Certamente, ninguém pode ser professor de si mesmo.  Observação importante: ser “professor de si mesmo” é diferente de “aprender por si mesmo”, o que é possível, e portanto não é este o sentido da afirmação.

Razão que a mostra como verdadeira:

1. Por essência, de modo necessário, o professor é aquele que ensina, e se ensina é necessário que saiba – ou tenha consciência – da coisa a respeito da qual é professor. Contrário a isto, aluno é necessariamente aquele que não sabe, e por isso é aluno para aprender, o que supõe o não-saber.   

2. Isto considerado, porque professor é aquele que necessariamente sabe – ou tem consciência do que ensina – e aluno é aquele que não sabe – o não tem consciência do que irá aprender -, então necessariamente ninguém pode ser professor de si mesmo, não pode ensinar a si mesmo, porque isto significa ser professor e aluno ao mesmo tempo a respeito da mesma coisa, o que equivale a saber e não saber simultaneamente, uma impossibilidade absoluta pelo critério fundamental de impossibilidades absolutas, que é a contradição intrínseca. Assim, “professor de si mesmo” é o mesmo que “quadrado-redondo” ou “madeira de aço”.

O aprender supõe necessariamente o não-saber, porque aprender e saber o mesmo simultaneamente são excludentes enquanto contraditórios. Um exemplo. Deus não pode aprender nada, não porque seja impotente, mas sim porque é Onisciente, tudo sabe totalmente de modo todo simultâneo, em razão de sua perfeição total. Como algo das criaturas conscientes, o aprender possui um misto de perfeição e imperfeição. Na parte da imperfeição, exige o não-saber. Neste caso, o que Deus não pode é uma imperfeição, um ser limitado ou um não ser, e como em outros casos, como o não poder criar um outro deus idêntico a si, isto confirma sua perfeição total desde todo sempre imutável.

Na Sagrada Escritura, São Paulo Apóstolo diz: “Quem pode compreender o pensamento do Se­nhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém.” (Rm 11, 34-36)

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