“Foi pela sabedoria que o Senhor criou a terra, foi com inteligência que ele formou os céus”

Na Escritura Divina é dito: “Foi pela sabedoria que o Senhor criou a terra, foi com inteligência que ele formou os céus” (Provérbios 3,18).

Se deve haver um mínimo de semelhança entre causa e efeito, e se céus e terra foram criados pela sabedoria, formados pela inteligência, em tudo há sabedoria, há inteligência. Há uma sabedoria do ser, uma inteligência das coisas, cujo primeiro Princípio é Deus. Tudo é inteligível – pode ser entendido – em Deus e por causa de Deus, a Causa primeira e total do ser. Para as criaturas conscientes finitas, há o cognoscível – o que pode ser conhecido – proporcional ao cognoscente, àquele que pode conhecer.  Por natureza, os anjos são cognoscentes superiores ao homem porque podem conhecer mais, com sua mente angélica mais próxima da mente divina. Porém, modo sobrenatural, a criatura que mais conhecimento possui é Maria Santíssima, a Imaculada, e neste sentido seu nome significa “Senhora da Luz” e em sua Ladainha Ela é dita “sede da sabedoria”.  

Como ser inteligente e pela inteligência que há nas coisas, para o homem é possível uma sabedoria natural dentro de certos limites, sempre finita, por exemplo a sabedoria dos princípios imutáveis do ser, como o princípio de não contradição e o princípio de causalidade.

Há uma sabedoria do ser porque o Ser é Sabedoria, assim como há uma inteligência do ser porque o Ser é Inteligente. A sabedoria está difundida na criação e em cada criatura há um sinal de sua presença. E pela criatura se pode conhecer algo do criador.

Santo Tomás de Aquino diz: “Assim, também, Deu confere a todas as coisas as perfeições e, por isso, tem ao mesmo tempo semelhança e dissemelhança com todas elas”. E mais: “Ora, aquilo que está em Deus de modo perfeito encontra-se nas outras coisas por participação deficiente”.

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