“Vós, porém, Senhor, permaneceis eternamente”

Sobre a eternidade, Santo Tomás diz: “Propriamente, eterno é o que é sempre e cujo ser é todo simultaneamente”.

Deus é propriamente eterno. A eternidade de Deus pode ser dita em razão de sua imutabilidade. A eternidade significa duas coisas importantes. Primeiro, significa a ausência de princípio e de fim, como algo que sempre é, com duração permanente do ser, sem começo nem término. Segundo, significa o ser todo simultâneo, porque pela imutabilidade não há mudança, e se não há mudança, não há sucessão, e assim não há tempo, que é medida do movimento na sequência de anterior e posterior. Todo porque nada de seu ser lhe falta, tudo o que ele é está em plena atualidade; e simultâneo porque não há sucessão, não há antes nem depois.

Se Deus é absolutamente imutável, necessariamente é eterno, e a eternidade de Deus, pelo que a razão humana pode alcançar, deve ser entendida como a ausência de princípio e de fim, um perdurar sempre, e a presença do ser todo simultaneamente, em absoluta simultaneidade.

A Sagrada Escritura, que contém divina revelação, ensina a eternidade de Deus. Assim, no salmo 103 é dito: “Vós, porém, Senhor, permaneceis eternamente” (13) e “Vós sois sempre o mesmo, e os vossos anos não terminam” (28).

A vida eterna do homem salvo, enquanto participação na Vida propriamente eterna de Deus, significa uma vida interminável em superabundante felicidade, como uma gota mergulhada num oceano de felicidade infinita, que é o Deus uno e trino, ensinado pela verdadeira religião, que é Cristo e sua Santa Igreja Católica, Igreja da Eucaristia e da Imaculada, de São Pedro e São Paulo.

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