
No livro do Gênesis é dito: “ Naqueles dias, o Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra”. (…) Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”. (Gn 15,5-12.17-18)
Em seu modo de atuar, é comum Deus fazer alianças com os homens. Na aliança, Ele se compromete a fazer algo e pede ao homem que faça algo em troca, não porque precisa, mas para o bem do próprio homem. Nas alianças que propõe, Deus trato o homem como ele o criou, como ser dotado de livre-arbítrio. Na aliança há união consentida e compromisso, como num matrimônio. Deus escolhe as alianças e os homens da aliança. Em tudo isso há a liberdade de Deus e liberdade da criatura humana. Em sua infinita bondade, Deus trato o homem com a dignidade que lhe concedeu e lhe destina inúmeras bondades, Ele que é o Bem fonte de todo bem.
Na ordem própria das coisas, há antes os direitos de Deus, o Senhor de todas as coisas, e nas alianças de sua Misericórdia passa a haver de certo de modo certos deveres de Deus, que se compromete e cumpre o que prometeu. De Deus, que é totalmente perfeito, não sai palavras vãs e todas as suas palavras, tal como decretado, realizam-se com sua Vontade onipotente eficaz. Exemplo de tudo isso é a aliança abraâmica e tudo que pela onipotência de Deus se realizou.
O novo povo de Deus, a Santa Igreja Católica, é descendência de Abraão. Povo numero que se tornará ainda mais, espalhando-se até os confins da terra, conforme profecia.
