“Se eu não te lavar, não terás parte comigo”

Como Mestre e Senhor, como causa exemplar, Jesus lavou os pés de seus discípulos para ser imitado verdadeiro significado desse ato. Cristo é o Servo do Pai eterno, do qual deve surgir novos servos, participantes de sua servidão virtuosa e frutuosa, que glorifica a Deus, como Ele merece. O servo serve algo a alguém, por meio dele são distribuídas bondades do Bem que é a fonte de todos os bens. Os sacerdotes de Cristo, como membros da ordem sacerdotal eucarística, são servos para ensinar a verdadeira fé, para governar como bons pastores e para santificar com os sacramentos, sobretudo com a Sagrada Eucaristia.

Cristo disse para seus discípulos comerem o pão consagrado e beberem o vinho consagrado, que no ato divino de consagração sacramental se tornam o corpo e o sangue da Sagrada Humanidade de Cristo unida hipostaticamente à sua Divindade eterna. Para o homem que é união de corpo e alma espiritual e necessitado de Deus para uma vida feliz, o Pão celeste é o alimento divino e espiritual, cheio de força e sabor, com frutos de virtude e vida eterna. É o Corpo e o Sangue do sacrifício do calvário e o Pão e o Vinho da santa ceia, como graça superabundante do excesso de bondade da Misericórdia divina onipotente.

O “fazei isto em minha memória”, corretamente entendido, é a Santa Missa da verdadeira Igreja de Cristo realizada por seus verdadeiros sacerdotes, que pelo sacramento receberam o poder e a dignidade sacerdotal da nova aliança, participantes do sacerdócio de Jesus, servos com o Servo.

Cristo, entregue em sacrifício como dádiva da Misericórdia do Pai Onipotente, para livrar o homem miserável do domínio do opressor maligno e da morte tenebrosa, é o Cordeiro de Deus, sem defeito, servido como alimento na Sagrada Eucaristia, como fruto da Páscoa da Ressureição ao terceiro dia, no dia do Senhor, o oitavo dia da criação.  

Deixe um comentário