Deus é a Verdade e se importa sempre com o verdadeiro

Conforme as palavras de São Pedro no dia de Pentecostes, totalmente inspiradas pelo Espírito da Verdade, Cristo foi destinado em primeiro lugar aos israelitas, que o entregaram e o rejeitaram diante de Pilatos, preferindo um assassino como Barrabás em seu lugar. Esses israelitas, liderados por seus chefes religiosos de mente obscurecida, mataram o autor da vida, mas Ele foi glorificado pelo Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, que o ressuscitou ao terceiro dia para uma vida imortal, com corpo glorioso, para ser o primeiro entre muitos de seus irmãos feitos filhos adotivos de Deus pelo santo batismo.

Para mostrar que ressuscitou de verdade, Jesus come diante dos discípulos o pedaço de peixe assado que lhe deram. Ao comer um peixe verdadeiro, Jesus se mostra verdadeiramente vivo, em corpo verdadeiro, após verdadeira morte, porque verdadeiramente ressuscitou pelo poder onipotente do verdadeiro Deus, cumprindo assim palavras proféticas das Escrituras a seu respeito, como o que está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Deus é a Verdade e se importa sempre com o verdadeiro, e não sem razão Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Com o seu divino poder, Jesus ressuscitado abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras quanto ao verdadeiro sentido de certas profecias e de como se cumpririam, conforme os desígnios da Sabedoria onipotente. Enquanto feitas pela Verdade, as Escrituras Sagradas foram feitas para ser entendidas em seus verdadeiros sentidos, aqueles queridos por Deus, nos quais estão suas verdades. São palavras da Inteligência criadora para a inteligência criada, da Bondade infinita para a posse do bem eterno por parte do homem. A este respeito pode-se considerar, por exemplo, o que é dito no Salmo 8: “Ó Senhor nosso Deus, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo dos anjos o fizestes, coroando-o de glória e esplendor”.

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