
Como Deus é a própria Bondade, o Bem fonte de todo bem, Ele é amável por si mesmo, e assim Santa Teresa D’Ávila diz “ama-o como ele merece, bondade imensa”, e é amável como bem objetivo para a pessoa humana, enquanto Sumo Bem que só pode ser o Fim último do homem, como Supremo Bem que ele pode possuir e acima do qual não pode haver nada melhor.
O Salmo ensina: “Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia”. A gratidão está para um bem objetivo recebido, é uma resposta pela posse de um bem objetivo que nos foi concedido. O filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “A gratidão é uma das atitudes moralmente nobres básicas; ela é sempre dotada de um alto valor moral, e a ingratidão é algo especialmente baixo moralmente”. Na sua relação com Deus, na verdadeira religião, a gratidão deve ser uma atitude básica do homem, moralmente importante, um dever de bondade moral. Uma das consequências negativas do ateísmo, além de ser falso, é a maldade moral que nele frutifica e a bondade moral que ele impede, a exemplo do impedimento da devida gratidão a Deus, o Bem fonte de todos os bens.
Cristo, que é Deus, concedeu inúmeros bens objetivos aos seus discípulos, especialmente a dádiva do Espírito Santo, entre outras coisas para o êxito frutuoso de sua missão apostólica pela Igreja Militante.
