
Como se vê em Atos, fé e conversão sempre foram realidades importantes na Igreja de Cristo, o que corresponde às palavras que Ela disse: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15) e “quem crer e for batizado será salvo” (Mc 1,15). Porém, não qualquer fé, e sim a fé obediente e perseverante antes seus adversários. A este respeito é dito que Barnabé “exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração” (At 11,23).
Foi em Antioquia que pela primeira vez os discípulos foram chamados de cristãos, nome que não rejeitaram, porque correspondia ao que realmente eram: seguidores de Jesus Cristo “Caminho, Verdade e Vida”, Deus e Senhor, o Salvador.
Assim como é dito no Salmo 86 que “o Senhor ama a cidade que fundou no Monte Santo”, pode-se dizer que Ele ama a Igreja que fundou, a qual prometeu amparar e acompanhar em seu amor onipotente. A Igreja de Cristo, o Corpo Místico, é indestrutível e imparável, seu coração pulsante é imortal. Cristo ensinou que as obras que Ele fazia em nome do Pai era motivo para crer que Ele era o Messias, que Ele era o que dizia ser. A este respeito ele disse a certos judeus: “vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10,26). Isto equivale a dizer que aqueles judeus que não acreditavam, mesmo com as obras diante de seus olhos, não eram da verdade, pois Cristo disse a Pilatos: “Quem é da verdade ouve minha voz” (Jo 18,37).
