O homem como pessoa pode buscar a verdade, reconhecer e conhecer verdades

O desejo pela verdade é um desejo pela realidade objetiva, por saber as coisas como elas realmente são. Como diz o filósofo Dietrich von Hildebrand: “O homem como pessoa é o único ser “desperto”: todas as outras formas que encontramos na natureza estão ‘adormecidas’, por assim dizer.  Elas apenas ‘sofrem’ o ser.  Somente o homem como pessoa pode buscar a verdade, reconhecer e conhecer verdades”.

Isto inclui as realidades objetivas da fé. A fé é subjetiva enquanto ato de uma pessoa, mas as realidades da fé são objetivas, presenças reais na verdadeira realidade. Cristo é uma realidade objetiva, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e suas palavras correspondem a realidade objetivas, sem ilusões.

O subjetivismo, com seu cada cabeça uma sentença, cada vontade um preferência e cada coração um sentimento, é um inimigo da verdade, portanto também da fé. A fé verdadeira, enquanto divina revelação, é um modo de conhecimento imperfeito de realidades objetivas perfeitamente conhecidas por Deus, e é um “eu creio” junto com um “nós cremos”, em razão da unidade da realidade, que é antes de tudo a unidade absoluta do próprio Deus.

A este respeito, pode-se considerar o que o divino Mestre disse aos seus discípulos: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito” (Jo 14,1). Quer dizer, Cristo sempre diz a verdade, não se engana nem engana ninguém, de tal modo que diz as coisas como elas são. Ele jamais fez o que diz o profeta Isaías: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Is 5,20).  Esse é um motivo objetivo para confiar nele, que é um com o Pai, e não há motivos objetivos para desconfiança. Assim, Ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai sena por mim”. (Jo 14,6)

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