
No livro dos Atos dos Apóstolos é dito: “Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo transmitiam as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado. E recomendavam que fossem observadas. 5 As igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número” (At 16,4-5).
Por sua autoridade apostólica, as decisões dos Apóstolos no Concílio de Jerusalém (At 15, 5-21) deveriam ser obedecidas por todos os cristãos, porque neste caso vale aquilo que Cristo disse: “O Espírito da Verdade vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13) e “quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10,16). Quer dizer, a voz do autêntico magistério eclesiástico, que recebeu do Divino Mestre o poder de ensinar com autoridade as verdades que integram do depósito da fé, quando exercido como deve ser exercido, é a voz de Cristo, e para ela vale a obediência da fé, indispensável para a salvação, no sentido do que diz São Paulo: “Cristo tornou-se causa de salvação eterna para todos aqueles que lhe obedecem” (Hb 5,9).
O verdadeiro cristianismo, tal como a vontade do divino Jesus, inclui a fidelidade ao verdadeiro ensinamento da Igreja, obediência às verdades reveladas recebidas do magistério da Igreja, para que prevaleça a unidade na verdade, querida por Cristo, tal como está em sua oração sacerdotal: “(…) Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade.” “Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17, 17-21).
