A Igreja do Novo Testamento por natureza não é “protestante” ou “evangélica”

Como está em certas partes do Novo Testamento, desde o início da Igreja houve uma Tradição Apostólica e um Magistério Eclesiástico, como é o caso do Concílio de Jerusalém, no qual as autoridades da Igreja primitiva, os Apóstolos, tomaram certas decisões com o Espírito Santo, que deveriam ser transmitidas às igrejas e obedecidas por todos os cristãos. O mesmo aconteceu nos demais Concílios ecumênicos da Igreja Católica, com os sucessores dos Apóstolos e os sucessores de São Pedro. A negação do Magistério da Igreja como algo dado por Cristo para todas as gerações de cristãos é uma negação da própria Igreja fundada por Ele, e de certo modo é ser cristão contra Cristo, como é o caso daquilo que é dito no Evangelho: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7, 22-23).

O mesmo pode ser dita da negação da Tradição Apostólica. Por isso pode-se dizer que o “somente a Escritura” do protestantismo, na realidade, pelos seus efeitos, é maligno para a Sagrada Escritura e para a verdadeira Igreja, a Igreja tal como o divino Mestre quis em sua Sabedoria infinita de Filho de Deus.

A Igreja do Novo Testamento por natureza não é “protestante” ou “evangélica”, pois, dentre outras coisas, é a Igreja de Pedro e da autoridade de Pedro, tal como dito por Cristo (Mt 16,16-19); é a Igreja da pregação, da tradição e da autoridade apostólica, tal como exemplificado no Concílio de Jerusalém  e na transmissão de suas decisões como algo a ser obedecido por todas as igrejas (At 16,4-5); é a Igreja da unidade da verdade da fé, dos mandamentos e dos sacramentos, tal como indica certas passagens das Escrituras (Ef 4,4-6). Não é a igreja do “reino dividido contra si mesmo” (Mt 12,25) e dos “ventos de doutrina” (Ef 4, 14) do protestantismo.

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