“Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos”

Em Atos é dito: “Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias” (18,4-6).

Como plenitude da Revelação e caminho do verdadeiro Messias, o cristianismo autêntico, a nova e eterna Aliança, foi realizado por Deus para os judeus e os pagãos, como bem objetivo para eles. Para que aceitassem essa dádiva divina, São Paulo Apóstolo trabalho zelosamente, tentando convencê-los da verdade, convertê-los ao verdadeiro. A intenção do Apóstolo, em comunhão com Deus, é a intenção benevolente própria do amor, interessado na bondade objetiva para o outro. São Paulo sabia com certeza, com mente divinamente iluminada, que Jesus era o Messias testemunhado pelas Escrituras, ensinado e profetizado por elas, e com a prudência dos justos anunciava isso a judeus e gregos.

A verdade é uma só, porque a realidade é uma só. Em certo sentido razoável a verdade é a própria realidade, como antes de tudo é o caso de Deus, e em certo sentido razoável, sem que haja entre eles contradição, a verdade diz a realidade. A este respeito, por exemplo, diz o filósofo Dietrich von Hildebrand que “a verdade é o eco do ser na consciência” e diz o filósofo Josef Pieper, ao falar da cosmovisão católica, que “o ser precede a verdade e a verdade precede o bem”. Como a verdade é uma só, ou Jesus é o Messias das Escrituras ou não é, ou Ele é “Deus e Senhor”, como diz São Tomé, ou não é.

Como acontece entre os homens, aqui também há o confronto entre a luz da verdade e as trevas do erro. A verdade é um bem objetivo para o homem e a falsidade é um mal objetivo para ele. Aceitar a realidade de Jesus como Divino Messias é um bem que traz muitos bens e negá-la é um mal que traz muitos males, enquanto privações. Assim, é por amor obediente a Deus e por amor benevolente para com judeus e pagãos que São Paulo anuncia as verdades do Evangelho, enquanto palavras de salvação com relação às quais é exigida a obediência da fé, pois ele disse que “Cristo tornou-se causa de salvação para todos aqueles que o obedecem” (Hb 5,9).

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