
Alguns dizem que “cada um tem a sua fé”, como se essa pluralidade fosse algo bom. Porém, por diversas razões, entre elas pelo ensinamento da Sagrada Escritura, que contém divina revelação, isto não é bom, dado que nem toda “fé” é verdadeira e conduz à salvação. Se assim não fosse, Cristo não teria dito: “quem crer e for batizado será salvo” e “quem não crer será condenado” (Mc 16, 16).
O relativismo, no qual o verdadeiro e o falso se equivalem, é um mal objetivo para o homem, enquanto engano que engana, perversão que perverte, e lhe priva de verdades e bondades, e pode privá-lo da posse do Sumo Bem, de modo que o relativismo está para o inferno tenebroso e não para o Céu paradisíaco. Diz o filósofo Dietrich von Hildebrand: “A comunhão eterna com Deus é o bem absoluto para o homem unicamente porque Deus é Bondade Infinita”.
E santo Tomás diz: “O que se dá com o bem, em relação às causas, dá-se com a verdade, em relação ao conhecimento. Ora, como é impossível existir um ser totalmente privado do bem, também é impossível um conhecimento totalmente falso, sem nenhuma mistura de verdade (…): pois, assim o intelecto se deixa arrastar à falsidade pela aparência da verdade, como a vontade, ao mal, pela aparência do bem. Por isso diz Crisóstomo: Admite-se que o diabo às vezes fale verdade, para fazer passar a sua mentira de mistura com essa verdade esporádica” (Suma Teológica).
