O imutável e o mutável na verdadeira religião

Se a religião é divina, se foi dada por Deus aos homens, então a ordem correta das coisas é: o homem deve ser conformar à religião e não a religião ao homem. Ante as verdades imutáveis e os valores absolutos da verdadeira religião, o homem deve ter a obediência da fé, que é início da vida eterna no homem, cujo fim, se não houver impedimentos postos por sua vontade própria, é uma eternidade com deleites inesgotáveis.

O contrário dessa ordem é perversão e seus frutos só podem ser maus. Nela, o céu é colocado abaixo da terra e Deus é colocado abaixo dos homens, e isso é ilusão e loucura, como são iludidos e loucos todos os demônios. 

Como a Igreja é uma instituição humano-divina, do mesmo modo que humano-divino é o seu fundador, nesta vida terrena há nela realidades imutáveis e realidades imutáveis. Qualquer mudança só é legítima nas realidades mutáveis e quando há razões objetivas, que se reduzem a uma só razão, que é a vontade de Deus. Exemplo de realidade imutável é o dogma, como os dogmas do Credo Apostólico, verdades reveladas pelo próprio Espírito Divino. A este respeito, por exemplo, de certos teólogos se pode dizer que são homens com discursos sem inteligência, o que significa uma “teologia” contra a verdade e a virtude, que são como os dois pés com o quais se anda pelo caminho da salvação.   

No Concílio de Trento é dito: “Contra as malignas invenções de alguns, que, “com falar suave e elogios enganamos corações dos simples” (Rm 16,18), é preciso afirmar que não só pela infidelidade (can. 27), pela qual se perde a própria fé, mas também por qualquer outro pecado mortal se perde a graça, já recebida, da justificação, embora não se perca a fé (can. 28).”

A graça de Deus, assim como suas leis, é para que o homem faça o bem e evite o mal, e isso é inegável dentro do cristianismo. Uma das razões importantes do protestantismo ser um mau objetivo é que, enquanto invenção humana, ele de modo grave impede de fazer o bem e leva a fazer o mal. Por exemplo, impede a muitos de frequentarem os sacramentos da Eucaristia e da Confissão e leva muitos a blasfemarem contra coisas sagradas, o que é proibido pelo segundo mandamento.

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