
Há quem diga que não existe verdade absoluta, que cada um tem a sua verdade, de modo que a verdade é relativa. Isto é falso, porque é relativismo, que é contraditório, dado que ao negar a verdade confirma que há a verdade. Além disso, se não há verdade, não há mentira, que certamente existe, como mostra a experiência. Além disso, dentro do catolicismo, aceitar esta ideia significa negar o que é dito por Cristo: “Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17,17) e “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18,37)
Há quem diga que não existe uma religião verdadeira nem uma religião melhor do que outra, que cada um tem a sua religião. Isto é falso, porque como há contradições entre as ditas religiões, há necessariamente falsidade nesta ou naquela, e como a verdade é melhor que a falsidade, aquela que tem a verdade em vez da falsidade é melhor. Por exemplo, se a Sagrada Eucaristia é verdade, então todas as “religiões” que a negam têm falsidades em si, e se todo Papa é sucessor de São Pedro e possui as “chaves do reino dos céus”, então todas aquelas que negam isto têm falsidade em si. Além disso, Cristo disse ser “o Caminho, a Verdade e a Vida”, o único que conduz ao Pai, o que significa algo excludente de outros “caminhos reliogiosos”, portanto melhor do que eles. Assim como não faz sentido o relativismo quanto à verdade, não faz sentido o relativismo quanto à religião, por esta e por outras razões. Assim como a verdade é uma só, sem contradições, a religião verdadeira só pode ser uma só.
Há quem diga que não tem como saber se uma religião é divina ou não. Isto é falso, porque há pelo menos dois critérios para isto: os milagres e a profecia. Somente Deus pode fazer verdadeiros milagres, como transformar água em vinho, e somente Deus pode revelar uma profecia, como aquele que é onisciente e diante do qual todos instantes do tempo estão presentes. Nos milagres e nas profecias genuínas Deus age para mostrar a verdade, para confirmar aquilo que lhe pertence, o que inclui a verdadeira religião. Assim, na história do povo hebreu temos o caso do Profeta Elias contra os sacerdotes de Baal, quer dizer, um homem da religião revelada contra homens de uma falsa religião com um falso deus. Outro exemplo é Cristo e seus milagres. Aos discípulos de São João Batista que lhe perguntaram se ele era o Messias foi dito: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres”. E o mesmo João, no batismo do Divino Jesus, por revelação disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
E como quem não nega a verdade absoluta, não nega que há uma verdadeira religião e que ela é de origem divina, São Paulo Apóstolo diz: “De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!” (Gl 1,7-9)
