“Ouvi, filhos meus, a instrução de um pai; sede atentos, para adquirir a inteligência”

Em Provérbios (4,1-2) é dito: “Ouvi, filhos meus, a instrução de um pai; sede atentos, para adquirir a inteligência, porque é sã a doutrina que eu vos dou; não abandoneis o meu ensino”.

É próprio do pai cuidar do filho, evitando para ele o mau e proporcionando-lhe o bem. Assim, como fruto da intenção benevolente do pai e daquilo que ele possui de bom, a instrução recebida e a inteligência adquirida são bens objetivos para o filho. Ante o ato de bondade do pai, é exigido do filho, e este é o conselho, que tenha atenção, para receber a sã doutrina, isto é, verdades benéficas, e que não abandones o ensino recebido, isto é, que permaneça nas verdades aprendidas, o que é um bem fonte de outros bens, de modo que privar-se delas pelo abandono é um mal fonte de outros males. Isto vale para o ensino divino de Cristo, para as verdades reveladas pelo Divino Mestre.

O filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “Cristo disse: ‘A verdade vos libertará’. Isto se aplica em primeiro lugar à verdade divina revelada; no entanto, toda verdade fundamental metafísica e ética tem um efeito libertador análogo. Pois existe profunda relação entre a liberdade pessoal genuína e o compromisso obrigatório que a verdade impõe”.

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