
Cristo disse: “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.” (Mt 7,16-18)
Na ordem divina do ser, no universo criado, as coisas possuem o que lhe é próprio. O mundo é um mundo de logos, de razões, é cosmos inteligível e não caos sem sentido. Porque as coisas possuem o que lhe é próprio, entre eles os seus efeitos, Deus ensina como o homem deve viver se ele quer o bem e a vida e como ele não deve viver se não quer o mal e a morte. Enquanto contrários, naturalmente os efeitos do bem e do mal praticados só podem ser contrários, e assim um é merecedor de pena e o outro de recompensa.
Na ordem dos bens, qual é o melhor bem? Na ordem dos males, qual é o maio mal? Pela sabedoria do Evangelho, segundo Cristo, o Homem-Deus, o melhor dos bens é a posse eterna de Deus, o Sumo Bem, e o pior dos males é o inferno. Assim, Ele diz: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo no inferno” (Mt 10, 28)
Como agente perfeito, Deus sempre age por um fim. Como finalidades, Ele quer o céu para os homens e não quer para eles o inferno. E Deus quer o fim e quer aquilo que é para o fim. Assim, a todos é dada graça suficiente para ir para o céu e, consequentemente, para não ir para o inferno. Todos os que estão no inferno é porque recusaram o benefício divino, quer dizer, recusaram a graça. A este respeito, Santa Faustina diz: “No entanto, todas as criaturas, sem exceção, dependem do Senhor e são sustentadas pelo Seu poder. Umas são guiadas pelo amor, outras pela Justiça. De nós depende escolher sob que poder queremos viver, visto que ajuda da graça suficiente a ninguém é negada”. (Diário, 1315)
