“Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas…”

São Paulo Apóstolo diz: “Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo” (2 Col 2,8).

Certamente, a Revelação divina presente na verdadeira religião implica certas verdades naturais fundamentais, alcançáveis naturalmente pela razão humana, entre as quais estão a existência da verdade objetiva e a liberdade da vontade humana.

A verdadeira fé não exige consciência filosófica dessas verdades por parte dos fiéis, mas ela as aceita como fundamentais, como partes da verdadeira realidade, que pertence ao verdadeiro Deus. Ao mesmo tempo em que aceita tais verdades básicas, a verdadeira fé exclui os erros que a elas se opõem, portanto exclui falsas filosofias ou erros filosóficos, como o materialismo e o relativismo.

O pluralismo filosófico, enquanto relativismo, é em si mesmo sem sentido, contrário à razão, o que já é motivo suficiente para não ser tolerado pela Santa Igreja. É um mal, e há males que não devem ser tolerados. O mesmo vale para o pluralismo teológico. Além disso, o pluralismo filosófico é um veneno para a teologia e um corruptor para a doutrina da fé, enquanto engano que engana e perversão que perverte.     

Santo Tomás, em sua Suma contra os Gentios, diz: “Confiando na piedade divina para prosseguir neste ofício de sábio, embora isto exceda nossas forças, temos por firme propósito manifestar, na medida do possível, a verdade que a fé católica professa, eliminando os erros contrários a ela”.   

Deixe um comentário