
Na Escritura divina é dito: “Naqueles dias, Moisés voltou do cume da montanha, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, que estavam escritas de ambos os lados. Elas eram obra de Deus e a escritura nelas gravada era a escritura mesma de Deus”. (Êxodo 32,15-16)
A montanha é uma elevação em relação às demais porções de terra e o cume é seu ponto mais alto, o mais próximo do céu atmosférico. Deus é Logos, é Sentido, é Mestre, que fala por meio de palavras e acontecimento, de modo que em todos eles há razão e significado. Isto vale para a montanha, que, pelos exemplos da Sagrada Escritura, pode ser entendida como lugar de encontro com Deus e de revelação divina, ou seja, um lugar de dádivas especiais para pessoas agraciadas. Este é o caso de Moisés, o profeta, que no monte Horeb conversou com Deus, como dois amigos, e recebeu as tábuas da Lei, como benefício para o povo da aliança.
Deus é providente e não faz nada em vão. Para o povo eleito Ele providenciou um líder poderoso e virtuoso, providenciou uma libertação prodigiosa contra um rei hostil, providenciou uma terra cheia de bens para uma vida duradoura e agradável, providenciou um tempo no deserto para purificação aperfeiçoadora e provação meritória, e providenciou as leis da Sabedoria divina para discernimento do bem e do mal e para fazer o bem e evitar o mal, caminho de uma vida frutuosa e abençoada e caminho como do bem comum.
