
Santo Tomás de Aquino ensina que é um erro pernicioso pensar que “nada tem a ver com a salvação do homem o conteúdo da fé com o qual ele serve a Deus”. O serviço divino deve ser feito na verdadeira fé, porque deve ser feito na verdade, como é próprio das obras de Deus. Há uma verdadeira religião e nela as coisas devem ser feitas conforme a sabedoria divina e não conforma as opiniões humanas, devem ser conforme a vontade divina e não conforme a vontade humana.
Há inúmeras razões objetivas, razões necessárias, para afirmar como realidade objetiva que, pela lei divina, os homens têm o dever de aceitar a verdadeira fé, se querem ser conduzidos ao fim para o qual foram criados. A verdadeira fé é um bem fonte de muitos bens para o homem, e por isso deve ser preservada integralmente e difundida amplamente.
A este respeito, como algo catolicamente correto, como objetivamente verdadeiro, o filósofo Dietrich von Hildebrand diz que a meta a Igreja é que “todos os homens conheçam o caminho para a verdade e para a felicidade eterna”. E disse o Papa Pio XII: “A fé em Jesus Cristo não permanecerá pura e incontaminada se não estiver sustentada e defendida pela fé na Igreja, coluna e fundamento da verdade (1Tm 3,15). (…) A fé consiste em ter por verdadeiro aquilo que Deus revelou e que, por meio da Igreja, ordena crer (…).”
