
Em seus conselhos espirituais, conforme a sabedoria católica, São Maximiliano Kolbe ensina: “Tem o senso do dever, cumpre-o bem”, “cumpre bem todos teus deveres; tudo com a intenção de agradar unicamente a Deus”.
Há uma lei moral objetiva, que pertence à ordem divina do ser. Ela, enquanto dever-ser que corresponde à bondade das coisas, afirma o bem e o melhor, contra o mal e o pior, entre os possíveis de se realizar pela vontade humana, que pode escolher entre contrários.
O melhor é dentro dos bens e o pior é dentro dos males. Assim, por exemplo, o melhor dos bens para o homem é o Sumo Bem, cuja posse é o Céu eterno de Cristo, e o pior dos males é a privação sem fim do mesmo Sumo Bem, denominada inferno.
Como esta é a realidade objetiva, e pelos fundamentos absolutos do dever, antes de tudo a Bondade Divina, o homem deve afirmar os valores moralmente relevantes e deve negar seus contrários, de importância negativa, em vista do fim último, do Sumo Bem, que o criou para que participe de sua felicidade infinita. O dever moral está no sentido do bem e o melhor contra o mal e o pior, de modo que ele está para a perfeição das coisas, inclusive da pessoa humana perfectível.
Na Sagrada Escritura é dito: “Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”. Disse-lhe Jesus: “Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”.* “Quais?”– perguntou ele. Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo”. Disse-lhe o jovem: “Tenho observado tudo isso desde a minha infância. Que me falta ainda?”. Respondeu Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!”. (Mt 19,16-21)
