
Em Provérbios está escrito: “Por que odiei a disciplina e meu coração desdenhou a correção? Por que não ouvi a voz de meus mestres, nem dei ouvidos aos meus educadores” (5,12-13).
Como conselho, o provérbio ensina que o homem não deve odiar a disciplina nem desprezar a correção de sábios mestres ou de bom educadores, porque isto é privar-se de bens relevantes e preferir a miséria, ou seja, é agir contra a razão. A disciplina está para a obediência à regra, que é para o bem, enquanto a correção está para a melhora, que é para um bem maior, menos misturado com o mal.
O verdadeiro mestre está para a verdade e o falso mestre está para a falsidade, assim como a verdade está para a luz da mente e a falsidade está para as trevas da mente. Assim, ninguém é verdadeiro educador nem verdadeiro mestre, com correta direção e autêntica promoção alheia, contra a verdade, que é o bem da inteligência.
Deus, que é a própria Sabedoria e a puríssima Bondade, educa os homens para dar-lhes direção em seus possíveis caminhos e promovê-los em perfeição. A divina educação, com sua pedagogia, é para o bem e o melhor contra o mal e o pior possíveis à pessoa humana. Como é próprio de sua Providência onipresente, Deus dirige o homem enquanto homem, conforme seu modo próprio de ser, portanto em consideração de seu livre-arbítrio, dentre outras coisas.
A educação recebida e a não recebida é um fator decisivo na vida humana, para o bem ou para o mal. E também o é para a vida social. A este respeito é dito na Sagrada Escritura: “Por falta de direção cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação” (Pr 11,14) e “Os lábios dos justos nutrem a muitos; mas os néscios perecem por falta de inteligência” (Pr 10,21).
