“Ser pessoa é necessariamente ser espírito”

A realidade objetiva é muito mais do que a matéria, muito mais do que a realidade sensível que o homem pode captar com os sentidos. Ela é antes de tudo a realidade de Deus, o Ser Infinito, puramente espiritual, que tudo contém e por nada é contido.

A respeito da realidade espiritual humana, o filósofo Josef Seifert diz:

“Ser pessoa é necessariamente ser espírito, um ser “eu” que se diferencia radicalmente, por sua natureza simples e incomunicável por excelência, de toda matéria, a qual é matemática e infinitamente divisível, e fisicamente divisível em incontáveis partes e que, além disso, está formada essencialmente por partes não idênticas.

Ser pessoa é também ser consciente, desperto, dotado de razão ou, ao menos, capaz em princípio de usar a razão, ainda que isso possa ser impedido pelo sono ou por outras circunstâncias. Contudo, para poder ser sujeito de uma vida consciente e espiritual, relacionada intencionalmente com os objetos da consciência, é necessário ser uma substância espiritual, não extensa no espaço e não composta de partes não idênticas existentes no espaço umas ao lado das outras, como é o caso da matéria. Por isso, a pessoa é essencialmente espírito e o homem, enquanto pessoa, é antes de tudo alma, ainda que o corpo pertença à totalidade do ser pessoa”.

E Cristo disse aos seus discípulos “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim”. (João 15,26)

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