
“A verdade está para a inteligência assim como a luz está para olhos”. (Pe. Leonel Franca)
A verdade é a vida da inteligência, assim como a luz é a vida dos olhos. Sem luz, na total escuridão, os olhos seriam inúteis, assim como sem a verdade das coisas a inteligência seria sem sentido.
Em seu modo de ser, parte da grandeza do homem está em sua Inteligência capaz de verdade, capaz de possuir cognoscitivamente a realidade objetiva. Negar a verdade é negar a inteligência, o que, por sua vez, é diminuir o homem. Neste sentido, os inimigos da verdade são inimigos da inteligência e, consequentemente, são inimigos do homem, enquanto negam e atacam o que para ele é um bem superior fontes de inúmeros bens.
Como diz Santo Tomás, em concordância com Aristóteles, a verdade é o bem da inteligência (ou intelecto). Em suas palavras: “Assim como o verdadeiro é o bem do intelecto, o falso é o seu mal, segundo o Filósofo, pois naturalmente desejamos conhecer o verdadeiro, e fugimos de ser enganados pelo falso. Ora, em Deus não pode haver mal algum, como acima se provou. Logo, em Deus não pode haver falsidade” (Suma Contra os Gentios). De certo modo, a verdade é a luz da mente, e neste sentido quem ensina a verdade ilumina a inteligência. Por isso, como Aquele que é cheio de verdade (Jo 1,14) e que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), Cristo diz ser a luz do mundo (Jo 8,12).
