“Ensinai-nos a bem contar os nossos dias, para alcançarmos um coração sábio”

No salmo 89 é dito: “Ensinai-nos a bem contar os nossos dias, para alcançarmos um coração sábio” (12).

Os dias da vida do homem na terra são contados, isto é, são limitados, chegam ao fim. Aos dias que passam correspondem os dias que restam, dentro da totalidade do tempo até a morte corporal. Assim, saber contar os dias da vida é ter em mente sempre essa duração limitada até o instante derradeiro, embora, pela imortalidade da alma humana, isto não signifique uma aniquilação da pessoa vivente, que permanecerá imortal no céu ou no inferno segundo a revelação de Cristo, confirmada por sua Igreja Católica. 

Na sabedoria necessariamente há saber, há conhecimento, há verdade. Se o coração pode se tornar sábio, então a sabedoria não é algo que ele possui necessariamente. E se os contrários têm efeitos contrários, então os efeitos de coração sábio e os de seu oposto, seja pela ignorância, seja pela ilusão, são contrários no bem e no mal objetivos.

A consciência do tempo da vida e de sua importância deve levar o homem a aproveitá-lo bem, dentro de suas possibilidades, do que está ao seu alcance na circunstância presente. Porque há o bem o mal e há o melhor e o pior, nem todo tempo da vida é bem aproveitado, nem sempre é bem usado.

Neste sentido, o salmista diz: “Nossos anos se dissiparam como um sopro. Setenta anos é o total de nossa vida, os mais fortes chegam aos oitenta. A maior parte deles, sofrimento e vaidade, porque o tempo passa depressa e desaparecemos” (89,9-10).     

E sobre o tempo, Santo Tomás diz: “Não se pode entender a sucessão sem o tempo, nem o tempo sem o movimento, pois o tempo é o número do movimento segundo o antes e o depois”. (Suma Contra os Gentios).

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