
São Paulo Apóstolo diz: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!”. (Rm 1,25)
Deus é a Verdade fonte de toda verdade, assim como é o Ser fonte de todo ser e o Bem fonte de todo bem. Negar a Deus é negar a verdade, é negar a realidade objetiva; consequentemente é estar na mentira, no engano.
Há uma falsidade idolátrica. É falsidade enquanto negação de Deus, que existe objetivamente, embora não seja de existência evidente para a mente humana, mas sim de existência demonstrável, com certeza objetiva, a partir de suas obras, da ordem da criação, como dos efeitos para a causa. É idolátrica enquanto nela há a estima indevida ao que não merece, no lugar do verdadeiro Deus que merece, o qual é a Bondade Absoluta fonte de todo bem, portanto o único merecedor do culto divino de adoração, da estima de adoração, com seus correspondentes atos.
Além de adorarem falsos deuses, certos homens no estado de mentira os servem, enquanto fazem coisas em função deles, para eles, como certos “serviços sacerdotais”. Assim se fala, por exemplo, dos “sacerdotes de baal”, contra os quais o profeta Elias combateu.
Na verdade, é razoável considerar que se há apenas um Bem absoluto fonte de todo bem, um só primeiro Princípio de todas as coisas, então somente Ele merece o culto divino, a adoração, por parte dos homens. A este respeito Santo Tomás diz: “Com efeito, como foi dito, prestamos culto a Deus não porque Deus necessite, mas para que se firme em nós um conceito verdadeiro de Deus”. O culto de adoração é para o Superior Supremo, que é único; portanto só pode ser exclusivo para Ele, como Aquele que está acima de tudo e separado em grandeza infinita de tudo o mais. Tudo isto é razoável, é a realidade objetiva.
