“Prestamos culto a Deus não porque Deus necessite”

Santo Tomás diz: “Com efeito, como foi dito, prestamos culto a Deus não porque Deus necessite; mas para que se firme em nós um conceito verdadeiro de Deus”.

Como não necessita de nada, porque é totalmente perfeito, o que Deus exige ou pede ao homem é sempre para a realização do bem e o melhor, o que inclui o bem para a própria criatura humana, pois em tudo Deus quer a sua Bondade.

Há a verdade das coisas, enquanto criadas, enquanto criadoramente conhecidas por Deus. Há as verdades de suas essências, enquanto correspondem ao Logos divino, e há as bondades de suas essências, enquanto correspondem à Vontade divina. Eis a ordem divina do ser, a ordem da criação, das coisas pelo que são e como devem ser para sua perfeição própria.  

Há uma ordem objetiva de importância, cujo topo imutável é Deus, o Valor Absoluto, e há uma ordem objetiva de deveres, que em primeiro lugar é para com Deus, o Criador, a quem é devido o culto de adoração, o reconhecimento de seu Ser Supremo e dos benefícios dele recebidos, antes de tudo a criação, a existência, sem a qual a criatura nada seria nem poderia possuir de bom.

No salmo 66 é dito: “Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem. 5.Alegrem-se e exultem as nações, porquanto com equidade regeis os povos e dirigis as nações sobre a terra. 6.Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem. 7.A terra deu o seu fruto, abençoou-nos o Senhor, nosso Deus. 8.Sim, que Deus nos abençoe, e que o reverenciem até os confins da terra”.

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